Domaine Leroy
www.domaineleroy.com Vinhos do Produtor

Vinhedos:
22 hectares próprios
Sede:
Vosne-Romanée
Altitude dos Vinhedos:
250 m.a.n.m
Produção anual média:
46.000 garrafas
Proprietária:
Marcelle Bize-Leroy
Tipo de solo predominante:
Calcáreo
Robert Parker, Parker’s Wine Buyer’s Guide nº 7.

“Juntamente com seu Domaine d’Auvenay, baseado em St.Romain, Lalou Bize-Leroy (a seu tempo co-diretora e até hoje proprietária de parte do Domaine de La Romanée Conti) dirige esta propriedade com algo que beira o fanatismo. Não importa se o assunto sejam suas crenças e práticas biodinâmicas, seus rendimentos minúsculos ou preços astronômicos, o tema comum é de um extremismo na busca pela qualidade. Os brancos de Leroy são aveludados e suntuosos e densos ao ponto da implosão e seus tintos oferecem a fruta mais rica e viscosa possuída por qualquer Pinot Noir do planeta, embora sua alta concentração (sem mencionar o carvalho novo) geralmente lhes empreste uma formidável estrutura tânica. Caracteristicamente, Leroy engarrafa todos os seus vinhos por volta dos 14 meses. Em 2004 ela desclassificou a produção de seus muito celebrados crus ao nível de villages, embora tenham preços altos. Ainda que sejam “só” vinhos de denominação Bourgogne, os amantes de Borgonha devem a si mesmos poder provar a destreza e a arte de Leroy.∗ ∗ ∗ ∗ ∗ (Outstanding)”

Clive Coates, MW, The Wines of Burgundy.

“Esta é uma das mais importantes propriedades da Borgonha. É também, a mais de €250 por garrafa por um Chambertin em 2005, quase com certeza a mais cara.

Lalou Bize, parcialmente proprietária e, até 1993, co-diretora com Aubert de Villaine do Domaine de La Romanée Conti, comprou o moribundo Domaine Charles Noëllat, de 12 hectares, em Vosne Romanée por 65 milhões de francos em 1988. Parte do financiamento veio de suas vendas de um terço da Leroy S.A. a seus agentes japoneses Takashimaya. No ano seguinte, houve mais aquisições: 19 milhões de francos por 2,5 hectares do Domaine Philippe Remy em Gevrey-Chambertin. Mais terra em Musigny e em outros lugares seguiram no próximo ano, criando no fim das contas uma das mais impressionantes linhas de vinho que possa ser vista em qualquer lugar na mesma adega.

Os vinhos são magnificamente impressionantes, também. Videiras antigas foram preservadas com extremo cuidado. O rendimento é cortado ao máximo e reduzido ainda mais pela insistência do domaine em cultivar de acordo com os princípios da biodinâmica. Não há desengace, e se faz uso de longa cuvaison e muito carvalho novo. Os resultados são de tirar o fôlego pela intensidade, puros e concentrados e curiosamente bastante diferentes em estilo dos conseguidos no Domaine de La Romanée Conti, apesar da aproximação ser superficialmente similar. ∗ ∗ ∗ (The Best)”

Classement des Meilleurs Vins de France 2008.

“Os vinhos produzidos por Lalou Bize-Leroy continuam a entusiasmar todos os que têm a chance de os provar um dia. Esta degustadora sem par possui uma das visões mais pessoais de toda a Borgonha e fascina seus admiradores ao mesmo tempo em que irrita seus depreciadores. A condução de seus vinhedos através da biodinâmica não sofre, a seus olhos, de nenhum compromisso, mesmo que isso lhe custe, e não importa se a natureza lhe faça, às vezes, pagar caro por suas escolhas, como em 1993, ela não muda nada do que havia decidido fazer. A isto se adiciona uma experiência única em vinificação, dominada também pelo respeito a princípios estritos, como o não desengace das uvas. Tudo isto permitiu a Lalou Bize-Leroy, que possui de sobre uma coleção única de grandes terroirs, produzir alguns dos maiores vinhos do mundo. É necessário tê-los provado para compreender a magia que liberam, misturando delicadeza suprema, expressão única do solo e profundidade. Eles são, porém, extremamente raros e terrívelmente caros, mas merecem que se ofereça, pelo menos uma vez na vida, o prazer molhar os lábios com eles. ∗ ∗ ∗ (Nota máxima, somente 49 produtores em toda a frança).”

Revue du Vin de France, Outubro 2008.

“Os 100 maiores Pinots Noirs da Borgonha” foi a matéria de capa e a “Grande Dégustation” do mês de outubro na Revue du Vin de France, principal meio de comunicação do mundo do vinho francês. Os mais experientes degustadores da revista selecionaram e provaram inúmeros tintos borgonheses para indicar os 100 melhores, divididos nas categorias “Mitos”, “Grandes Clássicos” e “Modernos”.

Entre os 15 Mitos, 5 vinhos são produzidos pelo Domaine Leroy e um sexto é produzido por madame Leroy em outro domaine de sua propriedade. Para efeito de comparação, o único outro domaine com mais de um vinho considerado Mito é o Domaine de La Romanée Conti, com 4 vinhos.
Há 140 anos, em 1868, François Leroy, um distinto morador de Auxey-Duresses, decidiu começar uma empresa de compra e venda de vinhos. Nesta época, como durante muito tempo depois, os proprietários dos vinhedos praticamente não processavam suas próprias uvas ou, se o faziam, vendiam o vinho resultante logo após a fermentação ...
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